Doce de Leite Viçosa, feito pela UFV — Foto: UFV/Divulgação

 

Doce de Leite Viçosa, feito pela UFV — Foto: UFV/Divulgação
 

Os Doces de Leite Viçosa reúnem características marcantes, como uma textura deliciosamente macia, sabores inesquecíveis além do destaque quanto à sua qualidade reconhecida, na versão tradicional, como o melhor do Brasil. A linha de Doces de Leite Viçosa não apresenta em sua formulação os ingredientes amidos ou amidos modificados, sendo utilizado como ingrediente, na versão tradicional, apenas o leite e o açúcar e nas outras versões o ingredientes que conferem os sabores, como coco, cacau e café.

 

 

O doce de leite Viçosa é reconhecido pelo público e por especialistas como o melhor doce de leite do Brasil! A versão tradicional do doce participa do evento mais respeitado do país, o Concurso Nacional de Produtos Lácteos – CNPL (organizado pela Epamig e Instituto de Laticínios Cândido Tostes) desde 2000, sendo sempre premiado entre os três primeiros colocados. O doce de leite Viçosa venceu o concurso em dez ocasiões: 2001, 2004, 2006, 2008, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016 e 2019. Com as premiações, o Doce de Leite Viçosa tornou-se um recordista do Concurso, sendo o mais premiado em todas as edições do CNPL.

 

 

Em 2016 e 2017, o doce de leite Viçosa também foi agraciado com condecoração recebida da Frente Gastronomia Mineira e o Instituto Eduardo Frieiro, atestando a importância do trabalho na valorização para tornar reconhecida, nacional e internacionalmente a cultura gastronômica de Minas Gerais.

 

 

Em 2019, pela décima vez, o doce de leite Viçosa foi eleito o melhor do Brasil no Concurso Nacional de Produtos Lácteos, e se consagra como o maior vencedor geral da história da premiação.

 

 

Textura cremosa, adoçado na medida certa e com um sabor incomparável. Estes foram os atributos dados pelos entrevistados do G1 ao Doce de Leite Viçosa, produzido na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em parceria com a Fundação Arthur Bernardes (Funarbe). O produto, que conquistou muitos consumidores, foi reconhecido como interesse cultural de Minas Gerais pela Assembleia Legislativa na quarta-feira, dia 19/05/21.

 

 

Originalmente, o Projeto de Lei (PL) 632/2019 solicitava o reconhecimento do Doce de Leite Viçosa como um patrimônio imaterial do estado, mas, de acordo com o parecer da Comissão de Cultura da Assembleia, a atribuição de declarar patrimônio cultural é privativa do Executivo.

 

 

Mesmo assim, um substitutivo da matéria, que “reconhece como de relevante interesse cultural o processo de fabricação do Doce de Leite de Viçosa“, foi aprovado pelo plenário em 1º turno. O projeto de lei agora segue de volta para a Comissão de Cultura, antes de ser apreciado em 2º turno.

 

 

A qualidade única do produto, reconhecida por dez vezes como o melhor do Brasil no Concurso Nacional de Produtos Lácteos, o transformou em um símbolo da cidade e, gradativamente, de Minas Gerais.

 

 

De acordo com o reitor da UFV, Demetrius David da Silva, a tecnologia para produção do doce foi desenvolvida através de pesquisas e o doce de leite passou a ser produzido pela Fundarbe em 1988.

 

 

“Esse reconhecimento e parceria é algo que nos orgulha muito e faz com que a gente tenha convicção de que todo o trabalho realizado vale a pena. Hoje nós temos uma mini fábrica, usada por alunos para realização de aula prática e projetos de extensão a fim de oferecer mais capacitação para os estudantes. Como a Fundarbe é uma organização sem fins lucrativos, toda a receita é revertida para a criação de programas como bolsas de extensão e pesquisa”, explicou.

 

 

Doce de Leite Viçosa, feito pela UFV — Foto: UFV/Divulgação

Doce de leite produzido pela UFV é reconhecido como de interesse cultural de Minas Gerais

 

 

Para o professor Rodrigo Gava, diretor-presidente da Funarbe, ter o processo de fabricação do Doce de Leite Viçosa reconhecido como parte do Patrimônio Histórico Cultura de Minas Geais é um grande orgulho imensurável.

“Não se trata somente de sabor. Pressupõe entender que ser patrimônio cultural exige assumir a importância da cultura para a sociedade, fazendo com que a fabricação do nosso doce seja parte do conjunto de conhecimentos, costumes, hábitos, artes e outros aspectos que dão identidade a uma sociedade, ajudando a moldar os elementos indenitários do povo mineiro”, disse.

Rodrigo explicou ainda que o reconhecimento é uma forma de enriquecer e sustentar um conjunto de esforços inovadores relacionados às necessidades da comunidade acadêmica da UFV, tendo em vista todo o apoio à formação profissional dos estudantes.

 

 

Segundo ele, o Doce de Leite Viçosa se tornou um capítulo à parte na história do Laticínio Escola – Produtos Viçosa. Rodrigo disse que, entre esses dois momentos, um processo de fabricação com diferenciais que mantêm um padrão de qualidade único e que, embora seja industrializado, conserva o sabor artesanal, que é o tradicional sabor mineiro.

 

 

“Dessa forma, não há como pensar em Doce de Leite Viçosa sem pensar em cultura, em inovação, em qualidade e em conquistas e reconhecimentos. Assim, chegamos a um doce de leite que não é somente como uma sobremesa, mas um valioso presente! Levá-lo como uma lembrança da cultura mineira, virou tradição entre amigos e familiares”, concluiu.

Doce de Leite Viçosa

O Doce de Leite Viçosa foi lançado no mercado em 1988 e, desde 2001, coleciona premiações.

 

 

O tecnólogo em laticínios Gladstone da Costa, de 61 anos, estudou na UFV e acompanhou de perto a pesquisa para criação do Doce de Leite Viçosa.

 

 

“Eu fui chamado por um professor para estagiar no processo de pesquisa que tinha como objetivo saber qual o melhor material para usar na sanitização do tanque de doce de leite e da batedeira de manteiga. Fazia a limpeza e colhia o material para posteriores análises”, contou.

 

 

Gladstone lembra que na época, a distribuição do doce de leite era apenas para o refeitório da universidade e para o antigo supermercado da Fundarbe.

“Era algo tão caseiro, tão tradicional, com todo mundo pensando em cada detalhe para oferecer ao consumidor um produto com nutrientes e que dê prazer ao comer. Eles pensaram n

o tipo de processamento, na concentração de açúcar e principalmente no tipo d

o tipo de processamento, na concentração de açúcar e principalmente no tipo de resfriamento que iria ser feito depois que o doce estivesse pronto. Tudo isso para agradar o paladar e proporcionar bem-estar”, contou.

Entusiasmado, o tecnólogo fala que apresenta sempre para as pessoas o doce e que já até reprovou um doce de leite argentino por não chegar “aos pés” do Doce de Leite Viçosa.

 

 

“Minha esposa foi na Argentina e trouxe um doce de leite de lá muito gostoso, mas ainda faltava uma coisinha que o doce de leite viçosa supera”, brincou.

Memórias Afetivas

Natural de Viçosa, mas morando fora desde 2007, a jornalista Nathalie Guimarães conta que, como todo bom viçosense, conhece o doce de leite desde criança.

“O doce me faz lembrar diretamente da minha infância, das festas de família que sempre tinha a iguaria e dos bons momentos em família. É muito especial e marcante nesse sentido afetivo”.

Nathalie cita o doce como algo tão diferenciado que, mesmo após tanto tempo morando fora, quando ela fala que é de Viçosa, todos pedem uma encomenda do doce.

“Sempre presenteio as pessoas com o Doce de Leite Viçosa e tenho muito orgulho de dizer que sou da terra desse doce de leite. É legal ver as pessoas sentindo um pouquinho do sabor de Minas”

A jornalista ainda dá uma dica: doce de leite com queijo frescal, uma mistura típica e muito gostosa.

Fonte da notícia: G1

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