Mulheres Quitandeiras na Vila Rica do Séc. XVIII

Na imagem em destaque, o pintor francês Jean Baptiste Debret (1768-1848) e o inglês Henry Chamberlain (1796-1844) imortalizaram as movimentações de venda de quitandas nas ruas do Brasil pelas mulheres.

Em 1716, Vila Rica tinha 190 vendas e 10% delas era controlada por mulheres, em 1773 esse número havia aumentado para 697 estabelecimentos com 70% sob o controle feminino. A maior parte dessas mulheres eram negras forras (85%), que leva a crer que essa atividade era vital no sustento de suas famílias.

Para as mulheres livres, era um comércio rentável. Foram elas as precursoras das micro-empresas, visto que para comerciarem dependiam de uma licença municipal. Quando escravizadas, o fato de irem as ruas vender suas quitandas, longe da dominação dos senhores, embora o lucro de suas vendas retornassem a eles, já lhes dava uma certa sensação de liberdade. Com frequência conseguiam arrecadar mais que o estabelecido pelo senhor, permitindo-lhes, assim, a obtenção da sonhada carta de alforria.

Para todas as mulheres batalhadoras de Minas Gerais, um feliz dia 8 de março!

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