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Doce de leite Viçosa presenteia Seleção Uruguaia

Marca entrega 40 kg do produto na concentração do time na cidade mineira de Sete Lagoas. Jogadores traziam a iguaria na bagagem, mas ela foi apreendida no aeroporto.

Ao saber que uma grande quantidade de doce de leite trazida pelos jogadores da Seleção Uruguaia na bagagem havia sido apreendida no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, a marca Viçosa resolveu compensar o time. A equipe de Marketing da empresa viu no problema vivido pelos atletas uma oportunidade para uma ação criativa. A fabricante enviou 40 quilos do doce de presente para a delegação, que está concentrada na cidade mineira de Sete Lagoas.

Além de funcionar como um agrado, essa foi uma oportunidade de apresentar o produto nacional para os uruguaios. O mimo foi entregue no hotel e, no mesmo dia, os jogadores consumiram quatro quilos do doce de leite.

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‘Sabor incomparável’: Doce de Leite Viçosa é reconhecido como interesse cultural de Minas Gerais

 

Doce de Leite Viçosa, feito pela UFV — Foto: UFV/Divulgação

 

Doce de Leite Viçosa, feito pela UFV — Foto: UFV/Divulgação
 

Os Doces de Leite Viçosa reúnem características marcantes, como uma textura deliciosamente macia, sabores inesquecíveis além do destaque quanto à sua qualidade reconhecida, na versão tradicional, como o melhor do Brasil. A linha de Doces de Leite Viçosa não apresenta em sua formulação os ingredientes amidos ou amidos modificados, sendo utilizado como ingrediente, na versão tradicional, apenas o leite e o açúcar e nas outras versões o ingredientes que conferem os sabores, como coco, cacau e café.

 

 

O doce de leite Viçosa é reconhecido pelo público e por especialistas como o melhor doce de leite do Brasil! A versão tradicional do doce participa do evento mais respeitado do país, o Concurso Nacional de Produtos Lácteos – CNPL (organizado pela Epamig e Instituto de Laticínios Cândido Tostes) desde 2000, sendo sempre premiado entre os três primeiros colocados. O doce de leite Viçosa venceu o concurso em dez ocasiões: 2001, 2004, 2006, 2008, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016 e 2019. Com as premiações, o Doce de Leite Viçosa tornou-se um recordista do Concurso, sendo o mais premiado em todas as edições do CNPL.

 

 

Em 2016 e 2017, o doce de leite Viçosa também foi agraciado com condecoração recebida da Frente Gastronomia Mineira e o Instituto Eduardo Frieiro, atestando a importância do trabalho na valorização para tornar reconhecida, nacional e internacionalmente a cultura gastronômica de Minas Gerais.

 

 

Em 2019, pela décima vez, o doce de leite Viçosa foi eleito o melhor do Brasil no Concurso Nacional de Produtos Lácteos, e se consagra como o maior vencedor geral da história da premiação.

 

 

Textura cremosa, adoçado na medida certa e com um sabor incomparável. Estes foram os atributos dados pelos entrevistados do G1 ao Doce de Leite Viçosa, produzido na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em parceria com a Fundação Arthur Bernardes (Funarbe). O produto, que conquistou muitos consumidores, foi reconhecido como interesse cultural de Minas Gerais pela Assembleia Legislativa na quarta-feira, dia 19/05/21.

 

 

Originalmente, o Projeto de Lei (PL) 632/2019 solicitava o reconhecimento do Doce de Leite Viçosa como um patrimônio imaterial do estado, mas, de acordo com o parecer da Comissão de Cultura da Assembleia, a atribuição de declarar patrimônio cultural é privativa do Executivo.

 

 

Mesmo assim, um substitutivo da matéria, que “reconhece como de relevante interesse cultural o processo de fabricação do Doce de Leite de Viçosa“, foi aprovado pelo plenário em 1º turno. O projeto de lei agora segue de volta para a Comissão de Cultura, antes de ser apreciado em 2º turno.

 

 

A qualidade única do produto, reconhecida por dez vezes como o melhor do Brasil no Concurso Nacional de Produtos Lácteos, o transformou em um símbolo da cidade e, gradativamente, de Minas Gerais.

 

 

De acordo com o reitor da UFV, Demetrius David da Silva, a tecnologia para produção do doce foi desenvolvida através de pesquisas e o doce de leite passou a ser produzido pela Fundarbe em 1988.

 

 

“Esse reconhecimento e parceria é algo que nos orgulha muito e faz com que a gente tenha convicção de que todo o trabalho realizado vale a pena. Hoje nós temos uma mini fábrica, usada por alunos para realização de aula prática e projetos de extensão a fim de oferecer mais capacitação para os estudantes. Como a Fundarbe é uma organização sem fins lucrativos, toda a receita é revertida para a criação de programas como bolsas de extensão e pesquisa”, explicou.

 

 

Doce de Leite Viçosa, feito pela UFV — Foto: UFV/Divulgação

Doce de leite produzido pela UFV é reconhecido como de interesse cultural de Minas Gerais

 

 

Para o professor Rodrigo Gava, diretor-presidente da Funarbe, ter o processo de fabricação do Doce de Leite Viçosa reconhecido como parte do Patrimônio Histórico Cultura de Minas Geais é um grande orgulho imensurável.

“Não se trata somente de sabor. Pressupõe entender que ser patrimônio cultural exige assumir a importância da cultura para a sociedade, fazendo com que a fabricação do nosso doce seja parte do conjunto de conhecimentos, costumes, hábitos, artes e outros aspectos que dão identidade a uma sociedade, ajudando a moldar os elementos indenitários do povo mineiro”, disse.

Rodrigo explicou ainda que o reconhecimento é uma forma de enriquecer e sustentar um conjunto de esforços inovadores relacionados às necessidades da comunidade acadêmica da UFV, tendo em vista todo o apoio à formação profissional dos estudantes.

 

 

Segundo ele, o Doce de Leite Viçosa se tornou um capítulo à parte na história do Laticínio Escola – Produtos Viçosa. Rodrigo disse que, entre esses dois momentos, um processo de fabricação com diferenciais que mantêm um padrão de qualidade único e que, embora seja industrializado, conserva o sabor artesanal, que é o tradicional sabor mineiro.

 

 

“Dessa forma, não há como pensar em Doce de Leite Viçosa sem pensar em cultura, em inovação, em qualidade e em conquistas e reconhecimentos. Assim, chegamos a um doce de leite que não é somente como uma sobremesa, mas um valioso presente! Levá-lo como uma lembrança da cultura mineira, virou tradição entre amigos e familiares”, concluiu.

Doce de Leite Viçosa

O Doce de Leite Viçosa foi lançado no mercado em 1988 e, desde 2001, coleciona premiações.

 

 

O tecnólogo em laticínios Gladstone da Costa, de 61 anos, estudou na UFV e acompanhou de perto a pesquisa para criação do Doce de Leite Viçosa.

 

 

“Eu fui chamado por um professor para estagiar no processo de pesquisa que tinha como objetivo saber qual o melhor material para usar na sanitização do tanque de doce de leite e da batedeira de manteiga. Fazia a limpeza e colhia o material para posteriores análises”, contou.

 

 

Gladstone lembra que na época, a distribuição do doce de leite era apenas para o refeitório da universidade e para o antigo supermercado da Fundarbe.

“Era algo tão caseiro, tão tradicional, com todo mundo pensando em cada detalhe para oferecer ao consumidor um produto com nutrientes e que dê prazer ao comer. Eles pensaram n

o tipo de processamento, na concentração de açúcar e principalmente no tipo d

o tipo de processamento, na concentração de açúcar e principalmente no tipo de resfriamento que iria ser feito depois que o doce estivesse pronto. Tudo isso para agradar o paladar e proporcionar bem-estar”, contou.

Entusiasmado, o tecnólogo fala que apresenta sempre para as pessoas o doce e que já até reprovou um doce de leite argentino por não chegar “aos pés” do Doce de Leite Viçosa.

 

 

“Minha esposa foi na Argentina e trouxe um doce de leite de lá muito gostoso, mas ainda faltava uma coisinha que o doce de leite viçosa supera”, brincou.

Memórias Afetivas

Natural de Viçosa, mas morando fora desde 2007, a jornalista Nathalie Guimarães conta que, como todo bom viçosense, conhece o doce de leite desde criança.

“O doce me faz lembrar diretamente da minha infância, das festas de família que sempre tinha a iguaria e dos bons momentos em família. É muito especial e marcante nesse sentido afetivo”.

Nathalie cita o doce como algo tão diferenciado que, mesmo após tanto tempo morando fora, quando ela fala que é de Viçosa, todos pedem uma encomenda do doce.

“Sempre presenteio as pessoas com o Doce de Leite Viçosa e tenho muito orgulho de dizer que sou da terra desse doce de leite. É legal ver as pessoas sentindo um pouquinho do sabor de Minas”

A jornalista ainda dá uma dica: doce de leite com queijo frescal, uma mistura típica e muito gostosa.

Fonte da notícia: G1

Doce de Leite Viçosa

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Votação Popular – Melhores Doces de Leite de 2020!

Estamos chegando ao fim de mais um ano, e que ano!

Novamente contamos com você para nos ajudar a escolher o Melhor Doce de Leite de Minas.

Listamos alguns dos nomes mais famosos do Estado, mas caso não encontre seu favorito pode digitar o nome dele ao final da lista. Apenas estão participando os doces de leite de cada marca na versão pastosa tradicional, para comer de colher.

Para votar, clique aqui. A votação popular acaba no dia 26/11/2020.

Será contabilizado apenas um voto por pessoa. Se identificado votos múltiplos da mesma pessoa (vindos do mesmo IP) todos os votos da pessoa serão invalidados.

Na primeira fase apenas os 10 doces mais votados serão eleitos neste formulário e seguirão para a segunda etapa. Na fase final, especialistas realizarão a análise sensorial dessas 10 marcas mais votadas.

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Qual é a diferença entre caramelo e doce de leite?

Qual é a diferença entre caramelo e doce de leite?

Todos são doces, dourados, deliciosos para comer. No entanto há diferenças marcantes entre eles:

O caramelo é feito do cozimento lento do açúcar granulado, simplesmente por si só ou com um pouco de água. À medida que o açúcar derrete e cozinha, o caramelo fica mais rico e tostado, e a cor vai de um ouro pálido a um âmbar escuro.

Doce de leite é feito a partir de um cozimento lento do leite de vaca e açúcar juntos.Eles são cozidos a uma temperatura mais baixa que o caramelo, e sua cor dourada não vem da caramelização do açúcar, mas do escurecimento da lactose e lisina no leite (também conhecida como reação de Maillard). Graças a essa técnica, eles têm um sabor mais suave, mais complexo do que o caramelo.  Se o doce de leite for feito com leite de cabra, ele é conhecido como “cajeta”. 

Às vezes, doce de leite e cajeta também podem incluir bicarbonato de sódio, que equilibra o pH do leite (que é levemente ácido) e acelera a reação de Maillard. 

Então, resumindo:

açúcar granulado -> caramelo

leite de vaca + açúcar + bicarbonato de sódio -> doce de leite

leite de cabra + açúcar + bicarbonato de sódio -> cajeta

=)

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Queijo Imperial da Serra do Salitre com Chutney Picante

O Alto-Paranaíba se destaca em Minas pela grande produção de gado, mas são os queijos artesanais sem dúvida as maiores estrelas da região.

O conjunto de fatores climáticos (altitude, umidade do ar e temperatura), aliado às pastagens, trato do rebanho e genética, permitem o desenvolvimento de bactérias e processos enzimáticos que conferem sabores diferenciados e de alta qualidade, certificando os queijos como os da Canastra, os de Araxá, Vale do Paranaíba em Cruzeiro da Fortaleza e o Serra do Salitre como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

A região da Serra do Salitre, por exemplo, tem altitude muito elevada e registra alta concentração de nitrato de potássio (salitre), um mineral que é absorvido pela vegetação-alimento do gado produtor de leite, influenciando um queijo ligeiramente ácido, com pouca picância e tendência a consistência macia manteigosa, levemente salgado, mas que vai deixando o queijo mais crocante e areoso com o passar dos meses de cura. Outra característica muito peculiar desse queijo é a resina comestível laranjada ou preta que cobre a peça inteira, feita de caseína do próprio leite, que serve para proteger e desacelerar o processo natural de cura ao longo do tempo.

E para harmonizar o queijo Imperial, resolvemos fazer o teste com o chutney picante da Dilis, virando um tira-gosto que arranca aplausos!

Aqui na Doces de Minas enviamos o Queijo Imperial da Serra do Salitre e os Chutneys artesanais da Dilis para todo Brasil.

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10 Dicas de como cuidar do Queijo Catauá, Canastra e Imperial

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Apesar de serem queijos bem distintos, o modo básico de tratamento e armazenamento é praticamente igual para todos. Veja só:

1.

Precisa ter muita atenção com aqueles mais gordurosos que “suam” a gordura com o tempo, nesse caso o Catauá e o Canastra tem essa característica enquanto o da Serra do Salitre é protegido pela resina que não o deixa suar e melar todo.

2.

Ao receber seu queijo, retire-o de qualquer tipo de embalagem que ele tiver, seja papel ou plástico. Assim você libera ele para “respirar” e deixa as bactérias evoluirem.

3.

Caso o seu queijo crie mofo na casca enquanto estiver curando fora da geladeira, coloque-o embaixo da torneira com água quente e esfregue suavemente sal grosso ou use o lado amarelo de uma bucha nova até ir saindo o máximo que der do mofo. No caso do queijo da Serra do Salitre que possui uma camada de resina, você não precisa se preocupar tanto porque ela será descascada mesmo na hora de comer o queijo, mas se quiser deixa-la bonita mais tempo fechada, não esfregue muito porque a cor da resina vai saindo. Com o passar das semanas caso apareça mais alguns focos de mofo você pode repetir a limpeza leve pra esse mofo não acumular muito.

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4.

Seque sempre com papel toalha ou pano de prato novo limpo, e depois deixa secar escorrendo. sem cobrir ou abafar a peça.

5.

Para armazenar, o mais indicado é um ambiente fresco com boa circulação e protegido com tela contra insetos, calor e umidade em excesso. As caixinhas de cura são uma boa opção para armazenar e transporta-los facilmente,  e fica muito charmosa na decoração da cozinha.

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6.

A cada 3 dias vire o queijo para aliviar a pressão do outro lado e deixa-lo “respirar” também. Sempre deixe o queijo em um local plano, de preferência madeira porque permite a parte de baixo respirar um pouco também. Nunca armazene em pé, de lado ou com algo em cima dele.

7.

Após partir o queijo seu processo de cura acelera praticamente o dobro, ou triplo do tempo. O queijo fica mais exposto e a tendência é endurecer mais todo o volume dele, ao invés da peça inteira que segue um padrão de endurecer de fora para dentro, deixando o centro do queijo mais macio e cremoso.

8.

Não deixe nenhum queijo com algo em cima, nem mesmo outro queijo, principalmente o queijo Imperial da Serra do Salitre que possui a resina preta ou amarela: com o tempo a resina cola na superfície de contato e quando você puxar o queijo ela vai descolar dele fazendo aquele estrago.

9.

Se o queijo ficar tempo demais curando, mais dura que pedra e não se sentir bem em consumir puro, você sempre poderá aproveita-lo para ralar e fazer um autêntico pão de queijo com queijo artesanal! =)

10.

Se você quer “frear” o processo de cura do queijo, o tempo que as bactérias estão agindo, você pode leva-lo a geladeira sim, mas antes embrulhe-o num papel manteiga e depois em plástico filme, sem apertar muito, dessa forma ele não pega cheiro e gosto da geladeira e nem resseca muito. Antes de consumir o queijo curado armazenado na geladeira dessa forma, é melhor retirar de lá uns 30 minutos antes pra ele atingir uma temperatura ambiente.

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Ipanema bate próprio recorde de “Maior Queijo Minas Pasteurizado do Mundo”

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Veronica Manevy/Imprensa MG

Ipanema, no Vale do Rio Doce, comemora os novos recordes do queijo e do doce de leite gigantes produzidos na cidade. Neste ano, o tradicional “frescal” bateu a marca de 1.910 quilos, enquanto a sobremesa típica do Estado alcançou 568 quilos.

Apesar do queijo ter sido sido produzido através do método industrial de pasteurização, que não representa totalmente o verdadeiro sabor do queijo mineiro que produtores artesanais produzem em algumas regiões do Estado, usando leite cru, o intuito da grande festa é de mostrar a força da produção de laticínios na economia do município e atrair turistas de todo o país.

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, esteve no encerramento da sétima edição da Festa do Queijo. Ele cortou o queijo gigante e ofereceu o primeiro pedaço à ipanemense Angelina Rodrigues, que completou 80 anos de idade no sábado.

A fabricação do queijo foi realizada pela Cooperativa Agropecuária de Ipanema (CAPIL) e o doce pela fábrica de doces Nhá Nair.

Além dos gigantes tradicionais da festa, neste ano, um bule de inox com 1,80 metros de altura e dois metros de diâmetro foi instalado na principal praça da cidade. No recipiente, moradores da cidade prepararam a tradicional receita de açúcar derretido no leite, que rendeu mais de cinco mil copos de “queimadinha” distribuídos gratuitamente aos participantes da festa.

 

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Queijo amarelo e a lactose


Hmmmmm o queijo! ?

Você sabia que quanto mais branco o queijo mais lactose ele tem?

Ou seja, por incrível que possa parecer (pois estaremos quebrando paradigmas) quanto mais amarelo o queijo melhor para aqueles que são intolerantes a lactose. 

Quando o queijo passa pelo processo de “curagem” a lactose é fermentada e portanto nesses casos ela é praticamente inexistente!

Agora, pessoas com alergia a proteína do leite de vaca ou derivados também estão proibidos. 

Lembre-se, aprecie com moderação! 

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10 Doces de Leite Mineiros para experimentar antes de morrer

Obs.: Confira o II Ranking realizado em 10/01/17 neste link

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Impossível pensar em Minas e não lembrar do doce de leite. O Estado é a principal referência nacional do doce, e, entre muitos fabricantes profissionais ou amadores, existem alguns que realmente amam o que produzem, usando ingredientes naturais de alta qualidade, sem tentar enganar o consumidor. Seja para comer puro de colher, com queijo, goiabada ou no recheio de canudinhos, biscoitos, bolos, cupcakes, prefira sempre um doce de leite de qualidade, quanto mais sabor artesanal da fazenda, melhor.

Apesar do doce de leite ser feito basicamente de leite e açúcar, costuma-se colocar um pouquinho de bicarbonato de sódio também, para reduzir a acidez e evitar a coagulação do leite, mas bem pouquinho mesmo porque em excesso ele altera o sabor e vai escurecendo a coloração. Quando inventam de acrescentar nos ingredientes espessante amido de milho, antiumectante, glucose de milho, sal, sorbato de potássio, cloreto de sódio, lactose, entre outros, o doce de leite vai perdendo cada vez mais a sua característica caseira tradicional, daquele doce feito na fazenda no fogão a lenha, e se transformando mais em um produto artificial com sabores de mentira, baixa qualidade e prejudiciais a saúde.

Pode-se dizer que o doce de leite é o doce mais típico da América Latina, quase todos os países tem uma versão do seu com sabores bem variados. Essa é uma seleção imparcial de alguns doces de leite mineiros, sem intenção de fazer propaganda de nenhuma marca, apenas uma sincera opinião baseada na análise sensorial degustativa e na opinião popular.

 

10. Boreal

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Procurei por todo o Mercado Central de BH para achar o doce de leite Boreal, que é produzido na cidade de Rio Pomba. Não temos dele pra vender aqui na Doces de Minas, mas pela fama que tem por aí era preciso experimentá-lo pra escrever este texto. Encontrei finalmente na loja Comercial Sabiá, dentro do Mercado, onde foi muito bem recomendado pelo vendedor que disse até que ele era melhor do que o Viçosa. (sic)

A embalagem em lata tem um rótulo bem simples, não é uma lata bonita pra ser escolhido nas prateleiras a não ser se for indicada por amigos ou pelo vendedor. Olhado pelo lado bom tem um lado bem vintage de um design de décadas atrás.

Ao provar achei o doce saboroso, não é enjoativo, não é muito doce, tem uma coloração mais clarinha (o que pode ser pelo uso excessivo de açúcar na receita), maaaaasssssss (!) senti muitos grãos de açúcar cristal na textura do doce, que vão estralando entre os dentes e isso é um pecado capital pra um doce de leite, acaba com a experiência, infração gravíssima e perda de 7 pts na carteira. Por isso desculpe Boreal, mas não compraria você novamente.

Ingredientes descritos na embalagem: Leite, Açúcar, Antiumectante e Bicarbonato de Sódio.

 

9. Aviação

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A compotinha de vidro mais bonita de todas, arredondada, exclusiva, personalizada em relevo, bastante  simpática, já conquistou inclusive um Prêmio Grandes Cases de Embalagem em 2012.

A Aviação é famosa por fabricar uma manteiga sensacional, e o seu doce de leite não deixa a desejar, é gostoso e bem famoso. De coloração bem clarinha, textura suave bem cremosa, bem líquido a ponto do doce ficar escorrendo pela colher que nem um molho, por isso fica melhor depois de passar algumas horas na geladeira engrossando mais. É fabricado no sul de Minas na cidade de São Sebastião do Paraíso.

É um doce que quem experimenta vai lembrar dele para sempre por ter um sabor e textura bem originais, vale a pena experimentar e geralmente é encontrado em grandes supermercados.

 

8. Reserva de Minas

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Outro doce de leite fabricado no sul de Minas, na cidade de Machado, o grande diferencial da Reserva de Minas é a grande variedade de opções: são mais de 20 sabores variados com frutas, castanhas ou chocolate. Suas compotas em vidro vem com as tampas decoradas com tecido colorido de xita, uma decoração que virou marca registrada da RM ao longo de vários anos a diferenciando de todas as outras marcas nas prateleiras de lojas. Um marketing muito bem feito.

Agora o grande sucesso da marca é o Doce de Leite de Nata Suíça, um nome que batizaram a receita familiar própria, que usa muito mais leite e 50% menos açúcar do que a receita do doce de leite tradicional. O doce fica com sabor mais suave, a textura também muda e a cor fica branca. O sabor é delicioso, algo nunca experimentado antes, quem ainda não provou precisa definitivamente conhecer uma vez na vida a Nata Suíça da Reserva de Minas, de preferência a compota que é feita com nozes, o nosso preferido e o mais vendido da loja. Para os que não gostam de muito açúcar provavelmente irão gostar muito dele.

Aqui temos todos os sabores, foi uma das marcas que escolhemos trabalhar pela qualidade e variedade. Clique aqui para ver todos os sabores. 

 

7. Ramalho

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O doce de leite do Ramalho é vendido em barras, pra comer em fatias. Bem macio, assim que você come ele desmancha totalmente na boca. Vale a pena experimentar, é um excelente exemplar do Vale do Aço, de Ipatinga, ja consolidado nas lojas do Mercado Central de BH.

A versão tradicional é nossa favorita, mas precisa ser consumida devagarinho durante os dias porque se for exageradamente pode ficar enjoativo.

 

6. Na Palha

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Com uma embalagem muito simpática na palha de bananeira, tudo é feito bem artesanal, rústico, da roça mesmo, excelente pra espalhar dentro de cestas e kits de presente. Para manter o doce seguro e limpo dentro da palha ainda tem uma camada de plástico para isolar ele do meio externo.

A textura é firme, é praticamente um pedacinho de doce de leite em barra, macio, coloração bem escura com sabor torrado de um doce que propositalmente passou um pouco do ponto pra ficar levemente queimado, e muito gostoso. É feito em Belo Horizonte mesmo, preservando as origens do velho Curral del Rei.

Aqui na loja temos ele em pacotinhos de 10 unidades cada.

 

5. Sabores do Grama

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Fabricado por um grupo de doceiras na cidadezinha Santo Antonio do Grama, próximo a Ponte Nova, na Zona da Mata, elas se uniram e criaram uma associação de produtoras. A decoração da compota tem o tecido de xita na tampa, assim como a Reserva de Minas, e fica ótimo para presentes.

A textura é consistente, bem firme tipo uma massinha, mas muito lisa e da até gosto de não perceber nenhum grãozinho de açúcar sequer. O sabor não exagera no doce, mas também não é suave, fica no meio termo. O nosso preferido é a versão com morango, que é feito da própria polpa natural da fruta, sem conservantes e nem aromatizantes artificiais ou aditivos químicos. A coloração é bege escura. Toda matéria prima de frutas e leite é cultivada por eles próprios e usada fresca nas receitas.

 

4. Natado Talhado

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Nesse ponto resolvemos parar em alguma loja do Mercado Central pra procurar algo que combine com doce de leite, e foi aí que achamos uma nova padaria, recém inaugurada chamada Du Pain com uns croissants quase saindo do forno. Vale a pena a visita lá por causa da decoração e pelos pães fresquinhos artesanais saindo de hora em hora.

O doce de leite natado talhado tem um diferencial no início da receita que é talhar o leite com um pouco de limão antes de colocar o açúcar no tacho fervendo. Assim ele fica com textura bem parecida com a ambrosia, porém mais pastoso e sem levar ovo na receita. O rótulo na embalagem está um pouco estranho, a tabela nutricional não contém nem uma miligrama de sódio, apesar dos ingredientes dizer que leva bicabornato de sódio, e não diz que leva limão, vinagre, ou algo que faz o leite talhar… mas… vamos lá…. continuando.

Seu sabor não é muito doce e não é nem um pouco enjoativo. Fica muito suave, mais que o doce de leite tradicional. Muito recomendado para quem gosta de doce de leite mais suave no açúcar, como o Nata Suíça da Reserva de Minas.

Tem uma textura cremosa com pedacinhos macios que parecem queimados do fundo do tacho, mas é o leite talhado. Ela faz o doce ficar bem menos enjoativo e combina muito bem com um queijinho depois do almoço. Esse fabricante é muito tradicional em Minas, com mais de 30 anos no mercado, vem la de São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de BH. A lata é um pouco difícil de abrir, não acompanha a tampinha de plástico para tampar depois de aberta, mas no fim vale a pena o sacrifício.

Seu ingrediente infelizmente leva amido de milho na receita, tática usada pra render mais o produto e não precisar usar tanto leite integral, também fazendo perder características organolepticas: Infração média com perca de 4pts na carteira. Ainda assim recomendo experimenta-lo por ser bem diferente e gostoso, ninguém deve viver uma vida inteira sem provar ele pelo menos uma vez.

 

3. Senador

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Muito parecido com o Viçosa, porém com a cor mais escura queimada e é fabricado em Senador Firmino, na Zona da Mata Mineira. O sabor é bem cremoso, textura suave, macia, consistente, delicioso. A embalagem é bem simples assim como o Boreal, estilo vintage, porém o sabor é muito mais gostoso.

Sinceramente confesso ter me surpreendido muito, não esperava tanto de uma lata simples com cara de doce de leite industrial de supermercado. Eles já atuam no mercado há 45 anos, um dos fabricantes mais tradicionais e antigos desta lista. Altamente recomendado, faz justiça ao slogan da empresa “Servir com Qualidade” e pode ser facilmente uma opção alternativa para o Doce de Leite Viçosa pois ambos se parecem muito, porém o Senador costuma ser mais barato.

Nos ingredientes levam apenas leite, açúcar e bicarbonato de sódio.

 

2. Rocca

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O Rocca vem da área rural de Pouso Alegre, no sul de Minas, e é o mais novo integrante do mercado dos doces mineiros dessa lista. Com pouco mais de 1 ano de vida já conquistou o prêmio “Expressão de Minas” da Rede Alterosa SBT, colocando a marca entre as 30 empresas de maior destaque no ano de 2015.

A receita é familiar e tradicional da roça, sem conservantes, com produção quase toda artesanal e com todo o leite vindo do próprio gado da fazenda, um diferencial muito importante pra preservar os padrões de qualidade e garantir matéria prima vinda de animais bem tratados eticamente.

Costuma ter presença marcante em eventos gastronômicos de Minas e feiras que valorizam os produtores regionais, como a Aproxima. A embalagem é muito simpática, rótulo de bom gosto, página no Facebook muito ativa com notícias e compartilhando fotos que os clientes e parceiros fornecedores postam. Estão a frente de todas as outras marcas no bom gosto e estratégia da propaganda.

O sabor é cremoso e a textura bem macia, percebe-se na hora que é um doce de leite artesanal, fabricado com ingredientes de qualidade. Diria que é bem parecido com o Viçosa, mas é um pouco mais suave, com coloração não tão escura e tem a grande vantagem da produção ser mais caseira, em menor escala, o que da um sabor mais natural do doce de leite.

Aqui na loja você encontra todos os sabores que a Rocca produz em compotas de 420g: Doce de Leite Tradicional, com Coco, Maracujá e o nosso preferido: com Café.

Tem também a versão em mini compotinhas de 50g, ótimas para montar uma cesta com mais itens ou presentear várias pessoas.

 

1. Viçosa

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De todas as marcas é o preferido no popular, campeão de vendas, o mais premiado, com maior destaque na imprensa e aquele que todo mundo que vem pra Minas pergunta primeiro nas lojas: “tem o Viçosa?”. Ao mesmo tempo sua responsabilidade é a maior de todas as outras marcas para o novo consumidor: será que ele vai atender a enorme expectativa?!

Nasceu na Universidade Federal de Viçosa – UFV em 1980, um berço que lhe forneceu todo aparato tecnológico e acadêmico para atingir essa receita de hoje. É o único com o status de “lenda” no Brasil graças a liderança disparada nas premiações anuais em concursos especializados de laticínios, ja são 8 prêmios de melhor doce de leite do Brasil, nenhuma marca chega nem perto disso. Há quem diga que outras marcas de doce de leite mineiros também poderiam ter ganhado os prêmios, porém elas simplesmente não se inscreveram nos concursos por falta de conhecimento, valorização do marketing, ou não entendem a importância dos  rankings especializados de qualidade.

Ele não é facilmente encontrado em supermercados, mas no Mercado Central e aqui na Doces de Minas sempre tem. A fábrica tem dificuldades em atender toda a demanda do mercado, não esperavam que o doce de leite Viçosa ficasse tão famoso em tão pouco tempo, e a última notícia que tive é que está quase terminando de construir uma nova fábrica que vai ampliar muito a capacidade de produção, então em breve ele deve estar em tudo quanto é lugar, só espero que mantenha sua qualidade!

Mas vamos falar do sabor! 

Suas principais características é um sabor bem cremoso, uma textura muito macia. Sua produção não tem mistura de amido ou glicose de milho, e toda a produção é feita com 100% de leite de gado selecionado. Sua cor é mais escura “queimada”, similar ao Havana argentino e ao Lapataia Uruguaio, porém mais clarinho e não leva baunilha. Como falamos neste post, a cor do doce de leite é uma característica importante pra ser observada porque pode dizer se o produtor exagera no açúcar durante o preparo, já que em excesso é um dos fatores que vai deixando o doce de leite cada vez mais claro.

Merece todos os méritos e recomendações, e olha que não é fácil estar no topo da lista dos doces de leite de Minas porque aqui é a especialidade de todas as famílias tradicionais no interior. Assim como a cachaça brasileira tem a lenda Havana, de Salinas, o doce de leite tem o Viçosa, de Viçosa.

É vendido nos sabores natural, com coco ou com chocolate, em potes de 400g, e latas de 250g (que nunca vi em nenhum lugar de BH) e 800g. Encontrado com muita facilidade no Mercado Central de BH, e aqui no site você pode compra-lo em pote ou lata.

Ingredientes descritos na embalagem: Leite, Açúcar, Bicarbonato de Sódio e Sorbato de Potássio.

 

 

E você? Acha que faltou algum doce de leite mineiro aqui? Qual o seu favorito?

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Goiabadas de Minas e a Origem do Romeu e Julieta

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Entre Montecchios e Capuletos, que tinham tudo para rivalizar nos contrastantes sabores de doce e salgado, eles acabaram se apaixonando, criando um pacto Shakespeariano clássico onde os opostos se atraem.

Mas espere um momento! Você sabia que foi o desenhista Maurício de Souza, lá nos anos 60, o responsável pelo nome dessa combinação da goiabada com queijo? Segunda a pesquisa do blog da Valentina, uma campanha da marca de goiabada Cica tinha na sua embalagem a Mônica e o Cebolinha interpretando os personagens de Shakespeare, desde então o nome pegou, e a tradicional sobremesa mineira começou a ser chamada dessa forma.

Goiabada-Cica

Aqui separamos as melhores goiabadas de Minas que escolhemos para nossa loja, produzidas com pouco açúcar, muita goiaba, e modo artesanal de fazer no tacho de cobre. Veja as características de cada uma:

Goiabadas Zélia

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A Goiabada Zélia mantém receita caseira e tradicional e é a mais antiga de Ponte Nova, a Capital Nacional da Goiabada. Os ingredientes levam apenas goiaba vermelha e açúcar, feita com a casca da goiaba Paloma, em tacho de cobre e no fogão à lenha. O doce fica cremoso na medida certa. Tem gostinho de goiaba natural, cremosa e pedaçuda, sem tanto açúcar assim. Veja as opções nesse link.

Goiabadas da Christy

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A receita passou de geração a geração há cerca de 90 anos, até que a pequena produção caseira acabou se tornando um negócio de sucesso. Goiabada cascão 100% natural, feita com frutas de qualidade e muito bem selecionadas, e assim como a Zélia, tem nos formatos em latas cremosas ou em barras, e também é fabricada na região de Ponte Nova, cidade onde nascem as goiabas naturalmente mais doces do Brasil. Veja as opções nesse link.

Goiabadas de São Gonçalo

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Essas goiabadas são em barra para corte. Produzido com goiabas frescas, e açúcar.  A consistência é firme e viscosa.

Acompanha uma bela caixinha de madeira, como os doces de São Gonçalo eram armazenados antigamente e mantém a tradição até hoje. Confira nesse link.

Goiabadas Zero Açúcar

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Essa é para aqueles que não podem com açúcar de jeito nenhum, tem consistencia firme e pouco adoçada com Splenda. Confira aqui.

Goiabada na Marmitinha com Xitão

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A melhor embalagem para presente, sem dúvida alguma, bem típico de Minas e bem acondicionada numa marmitinha de alumínio envolta no pedaço de xitão. O doce la dentro vem em barra mais firme e viscosa, para partir com a faca. Confira aqui.

Goiabadas da Reserva de Minas

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A Reserva de Minas fica bem no sul de Minas, na cidade de Machado, e já faz muitas variedades de doces. A goiabada é um dos carros chefes da empresa e tem tanto em compota cremosa e pura ou misturada com doce de leite, para comer de colher, quanto em barras no formato cascão pedaçuda, para partir com a faca. Confira as variedades aqui.

 

Tem alguma goiabada que você gosta mas não encontrou no nosso site e gostaria de indicar? Conta pra gente! Envie uma mensagem no nosso formulário de Contatos ou envie um e-mail para contato@docesdeminas.com.